Acordei bem sedo no primeiro dia de horário de verão. Choveu muito na noite de sábado, dormi muito pouco, lá pelas 03h00min da madrugada. Mesmo dormindo pouco, tive meus costumeiros sonhos com velhos amigos. Hoje, sonhei com meu amigo Raul Belém, por quem tenho apreço muito especial, não me canso de dizer isso. Sua imagem povoa minha mente, então, digo para mim mesmo, vou ligar para o Raul. Antes, porém, vou, como todos os domingos, a padaria. A rua estava deserta.
Um Anu-preto, ou simplesmente pássaro preto (Pássaro de Verão), faz sua cantoria em uma arvore bem próximo de meu portão. Muitas vezes fico aborrecido com ele, que não é pontual em sua cantoria, umas vezes muito cedo, outras muito tarde. Quando muito cedo, fico irritado, quando muito tarde, sinto sua falta. Com esses pensamentos vou lentamente para a padaria. No trajeto, ouço duas mulheres conversando na esquina, elas falam do show do Roberto Carlos que acontecerá no dia 14 de novembro no Mineirinho. A senhora mais gordinha diz para a outra quase esquelética “É... Para ir ao show do Roberto, só na próxima encarnação!”. Alias, diz a gordinha, “Roberto Carlos não é tão bom cantor assim, não sei por quê não tem mais ingressos”. Confesso que fiquei fulo da vida com elas, tive vontade de retrucar, eu que sou fã de carteirinha de Roberto Carlos. Em meus pensamentos além de Raul, estava minha admiração pelo Rei.
“Titubeei” em voltar e dizer umas boas para a dupla. Mas, meu eu, falou mais forte dizendo, não volte, elas são ignorantes, despeitadas e provavelmente não entendem nada de música.
Pensei; o melhor é voltar para casa e ligar para meu amigo Raul, com ele poderei desafogar meu descontentamento com a dupla e fazer uma boa resenha de nossas passagens nas terras de Angatú. Entrei e liguei. A mesma voz sorriso de sempre atendeu ao telefone.
_ “Alô”.
_ Meu amigo Raul, quanto tempo! Acho que você não vai reconhecer minha voz. Eu disse.
_ “É companheiro, acho que não”. Ele disse.
_ Raul, é o Eduardo.
_”Nossa! Amigo, que saudade! Que bom que você ligou!”. E de bate pronto ele me disse_ “Fiquei sabendo que você se formou em jornalismo”.
Então, eu disse: nada Raul, não me formei, sou aquele velho radialista que você conhece. E rindo eu disse que isso é coisa do Euler, que é meu amigo.
Pensei; o melhor é voltar para casa e ligar para meu amigo Raul, com ele poderei desafogar meu descontentamento com a dupla e fazer uma boa resenha de nossas passagens nas terras de Angatú. Entrei e liguei. A mesma voz sorriso de sempre atendeu ao telefone.
_ “Alô”.
_ Meu amigo Raul, quanto tempo! Acho que você não vai reconhecer minha voz. Eu disse.
_ “É companheiro, acho que não”. Ele disse.
_ Raul, é o Eduardo.
_”Nossa! Amigo, que saudade! Que bom que você ligou!”. E de bate pronto ele me disse_ “Fiquei sabendo que você se formou em jornalismo”.
Então, eu disse: nada Raul, não me formei, sou aquele velho radialista que você conhece. E rindo eu disse que isso é coisa do Euler, que é meu amigo.
Nossa conversa se estendeu por muito tempo, falamos de nossa apoteótica viagem para Gurupi em 89, quando Raul, Ana Braga e Francisco Menezes receberam honraria da Academia Tocantinense de Letras. Colocamos nosso papo em dia, relembrando velhas e novas passagens. Foi, para mim, uma manhã venturosa, na qual, mesmo a distancia, matei um pouco da grande saudade que tenho de diletos amigos como Raul, na distante e bela Porangatu.
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